A dança na gravidez

19/05/2017

Alunas e professoras contam como é a experiência de manter-se em movimento durante a gestação

Há uma dúvida muito comum entre as gestantes sobre poder ou não praticar atividades físicas. Hoje já sabemos que a gestante ativa terá uma série de benefícios durante a gestação, mas naturalmente há uma série de fatores que devem ser observados antes da escolha da atividade.

Em casos como por exemplo Gravidez de risco, Descolamento de placenta e Sedentarismo é essencial consultar o médico antes de iniciar qualquer atividade física.

A dança proporciona para a mulher consciência corporal, trabalho muscular, resistência física e autoestima. Gestantes que praticaram dança relatam baixo ganho de peso, pressão controlada, diminuição dos sintomas típicos da gravidez (inchaço, enjoos, fadiga).

No Studio Aluaha tivemos diversos casos de alunas e professoras gestantes que praticaram dança durante toda gestação – sempre com acompanhamento médico. Veja alguns depoimentos!

Gaby Sarah, professora, dançou grávida até 34 semanas
Gaby Sarah, professora, dançou grávida até 34 semanas

Prof. Gaby Sarah – 28 anos, mãe do Luiz Miguel de 6 meses

Pratico dança do ventre desde os 12 anos e sempre soube dos benefícios dessa dança para a mulher pelo intenso trabalho pelvico que ela proporciona. Durante a gestação essa consciência foi excelente tanto para controle da bexiga quanto para a hora do parto. Não diminui o ritmo de dança e minhas atividades físicas e como queria um parto normal a consciência e resistência corporal foram fundamentais. Além do benefício de controle do peso (importante para evitar pressão alta e diabetes gestacional), a conexão que a dança trazia com meu bebê da barriga era mágico. Dancei até 34 semanas. Após isso meu médico sugeriu diminuir as atividades em sala de aula, então fiz apenas caminhadas. Meu filho nasceu com 39 semanas de um lindo parto normal.

Barbara Fernandes, sentiu-se conectada com o bebê durante a dança
Barbara Fernandes, sentiu-se conectada com o bebê durante a dança

Bárbara Fernandes, 21 anos – mãe da Lorena de 2 meses
Realizei um sonho dançando grávida! Jamais imaginaria que dançar o que eu amo me faria sentir mais próxima do meu bebê. Dançando senti que nossa conexão aumentou a cada movimento, foi delicioso sentir minha filha dançando comigo. Isso sem contar o quanto a dança fez bem para minha saude gestacional, manteve meu peso, melhorou minhas dores e me deixou relaxada. Quando dançava me sentia mais viva do que nunca. Se alguém me perguntasse o que fazer de exercício na gravidez sem dúvidas recomendaria a dança. Dança é liberdade, expressão de sentimentos, saúde e felicidade, tudo que precisamos na gravidez.

Camila Midori, dança na gravidez trouxe benefícios para o corpo e mente

Camila Midori, 28 anos – Gestante 33 semanas do Marvin

A dança do ventre foi paixão à primeira vista, e desde lá, há 4 anos, obtive muitos benefícios pro corpo, pra mente e pra alma. Em nenhum momento pensei que a gestação seria uma limitação para minha dança, dancei do primeiro ao oitavo mês respeitando o meu corpo, me conectando ao Marvin e ele a mim e a essa dança que amo tanto. Estou a poucas semanas do nosso trabalho de parto e soube sobre os benefícios de ter dançado esse período e de como um tremido e um redondo vão nos ajudar na sua passagem pelo meu quadril pra vir ao mundo. Dança do ventre é puro amor e conexão durante a gestação. Já sinto falta dele no meu ventre.

Priscila Zanolin, não pode dançar, mas manteve-se conectada à dança
Priscila Zanolin, não pode dançar, mas manteve-se conectada à dança

Priscila Zanolin, 38 anos – mãe dos gêmeos Arthur e Nicolas de 3 meses

Embora eu tenha tido que parar a dança por ordens médicas, não me desconectei. Tem gente que pára e diz: essa fase passou, não é como eu sinto! Eu quero voltar! Fico mexendo nas roupas, nos acessórios, brincos e anéis, nos meus bordados, pensando que está tudo apenas momentaneamente guardado, só esperando uma oportunidade de eu voltar…
Que saudades da minha barriga.

O caso da Priscila, aluna de dança há 10 anos, é um exemplo de gravidez de alto risco, por ser geminilar e não pode praticar exercícios durante toda gestação. Por isso é sempre importante conversar com seu médico antes de qualquer prática física!